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Ter, Fev
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autoridades sanitárias e ambientais brasileiras, a proliferação de javalis e java- porcos – espécie resultante do cruzamento de javali com porco doméstico –, acende alerta em Minas Gerais. Com registro da presença desses animais nas regiões Sul, Alto Paranaíba e no Triângulo, a situação foge ao controle, diante dos problemas que esses invasores provocam, de devastação de lavouras, morte de pequenos animais, de filhotes de ovelhas e gado, assoreamento de rios e nascentes.
De acordo com a coordenadora da assessoria de meio ambiente da Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Faemg), Ana Paula Bicalho de Mello, uma força-tarefa foi criada em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) para solucionar os impactos dos ataques dos javalis e javaporcos. Eles já são vistos no meio urbano e cada vez em maior número.
“No fim dos anos 90 era comum encontrarmos famílias com cinco, 10 animais, e agora nos deparamos com bandos de até 50 javalis e mesmo nos locais onde não aparecem, há vestígios crescentes”, destaca o engenheiro ambiental do Sindicato dos Produtores Rurais de Sacramento, Reinaldo dos Santos Rezende. Ele coletou diversos relatos de produtores rurais sobre danos às propriedades e à criação nas fazendas.
Lavouras são arrasadas e não adiantou a prática de alguns produtores do Alto Paranaíba de substituir a plantação de milho pelo sogro
Segundo Reinaldo Rezende, na esperança de salvar as lavouras, muitos ruralistas de Sacramento, no Alto Paranaíba, substituíram a cultura do milho pela do sorgo. “Mas eles comem de tudo e mudaram o cardápio. Há associados do sindicato que aproveitaram apenas 10% do plantio de sorgo em suas propriedades”. As instituições de meio ambiente e agronegócio têm intensificado o trabalho, tanto no que se refere à pesquisa sobre a portabilidade e transmissão de patologias, quanto o comportamento e as opções de controle dos javalis.
Contudo, faltam ainda muitos dados a respeito desses fatores, o que é preocupante do corte de verbas para a pesquisa e os setores ligados à preservação do meio ambiente, como alerta Lia Treptow Coswig, chefe da divisão de sanidade suídea (referente à espécie de porcos selvagens) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
“Os cortes de recursos nas áreas de proteção ambiental têm diminuído o número de funcionários, o que interfere nas pesquisas tanto nesses setores governamentais quanto nas universidades”.
Não há estimativa de quantos animais estão soltos pelo país. Na ausência de controle populacional efetivo, sem predadores naturais e inverno rigoroso, eles se reproduzem durante todo o ano. A presença de bandos cada vez mais numerosos vêm sendo registrada principalmente nos estados do Sul, Centro-Oeste e Sudeste. Em Minas, 91 municípios mineiros registraram a presença deles.
Doenças
A javalina se torna fértil antes de completar um ano de vida e a gestação dura por volta de três meses, com cada fêmea podendo gerar até 14 filhotes por ninhada. O consumo da carne do javali não é recomendado, uma vez que ela não é inspecionada pelos órgãos de controle de saúde animal. A venda e o transporte do animal morto também são proibidos. O javali pode ser portador e transmissor de doenças para outros suínos (tuberculose, brucelose, leptospirose), bovinos (brucelose e tuberculose) e também para o homem. Ele também pode ser veiculador de febre


Os problemas
Ação do javaporco nas fazendas
-Destrói lavouras;
-Riscos como reservatório e transmissor de muitas doenças (Leptospirose e Febre Aftosa);
-Fuça a vegetação nativa;
-Dispersa ervas daninhas;
- Desregula processos ecológicos (sucessão vegetal e composição de espécies);
-Predador (juvenis de tartarugas terrestres, tartarugas marinhas, aves marinhas e répteis endêmicos).
- Para impactos só de ordem ambiental, uma revisão global listou 27 tipos de efeitos da ação do animal


Onde eles aparecem ?


Municípios mineiros com registro de maior incidência da presença de javali: Água Comprida; Al-terosa; Alto Caparaó; Araxá; Bom Despacho; Bom Sucesso; Botelhos; Brasilândia de Minas; Brumadinho; Bu-ritis; Cachoeira Dourada; Caiana; Caldas; Cambuí; Campestre; Campina Verde; Canápolis; Caparaó; Capelinha; Capim Branco; Capinópolis; Capitólio; Carangola; Carmo do Paranaíba; Carmo do Rio Claro; Carneirinho; Centralina; Conceição das Pedras; Conquista; Coromandel; Divino; Doresópolis; Esmeraldas; Espera Feliz; Estrela do Sul; Extrema; Faria Lemos; Fortuna de Minas; Ibiá; Iguatama; Ijaci; Indianó polis; Itamarandiba; Itamonte; Ituiutaba; Iturama; Jacutinga; Janaúba; Jequitibá; João Pinheiro; Lavras; Liberdade; Limeira do Oeste; Machado; Madre de Deus de Minas; Manhuaçu; Manhumirim; Maravilhas; Minduri; Monte Alegre de Minas; Monte Carmelo; Munhoz; Nepomuceno; Onça de Pitangui; Orizânia; Ouro Fino; Papagaios; Pará de Minas; Passos; Patrocínio; Pedra Dourada; Pedro Leopoldo; Perdizes; Perdões; Piedade do Rio Grande; Piraguçu; Piumhi; Poços de Caldas; Prata; Ribeirão Vermelho; Rio Manso; Rio Paranaíba; Sacramento; Santa Juliana; Santa Rita de Caldas; Santo Antônio do Monte; São Francisco de Sales; São João del Rei; São Roque de Minas; São Vicente de Minas; Serrania; Sete Lagoas; Tapira; Tiros; Taiúva; Tombos; Tupaciguara; Uberaba; Uberlândia; Unaí; Varjão de Minas
Caça e trato difícil nas fazendas


Estudos que levaram à criação do Plano Nacional de Prevenção, Controle e Monitoramento do Javali, desenvolvido pelos ministérios do Meio Ambiente e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, concluído em 2017, indicam que impactos socioeconômicos tiveram amplitude menor do que aqueles ambientais e “muito provavelmente dependentes do uso e aptidão agrícola regional”. O impacto mais comum ocorreu em lavoura de milho.
Ataque em cultura de milho é também um potencial problema social, apontam os estudos, porque pode danificar proporcionalmente mais áreas em lavouras pequenas, de agricultores familiares, que podem perder até 100% de suas plantações. Há registros de ataque de javalis em floresta com Araucária, no Sul do Brasil, e perdas significativas na ovinocultura por predação de cordeiros.
O Plano descreve a chegada desses animais, originários da Europa e Ásia, ao continente sul-americano. De acordo com Lia Coswig, do Mapa, nos anos 90, houve grande difusão em território nacional de informações sobre a qualidade da carne do animal e de uma suposta facilidade da criação do javali e retorno econômico positivo, comparado ao do porco doméstico.
“Eles são bem diferentes dos suínos; são mais agressivos, não dá para criar nas mesmas condições e instalações dos porcos domésticos e então as pessoas viram que era um animal de trato mais difícil e começaram a soltura por não ter como mantê-lo presos” explica a chefe da unidade do Mapa. Alguns javalis foram capados e outros escaparam.
A disseminação além da fronteira sul se deu também por meio de pessoas que passaram a levar o bicho para as regiões centro-oeste e sudeste, com o objetivo de caça (até então proibida pela legislação brasileira) promovendo descontrole sobre essa população. “Quase não temos mais javalis puros, os animais são resultado de cruzamento com o porco, são os suídios asselvajados (java-porco)”, pontua Lia, que reconhece que o controle não tem sido efetivo.


Em 1998, o Ibama (Portaria 102/98) proibiu a implantação de criadouros de javalis no Brasil estabelecendo o prazo de 180 dias para que os já instalados regularizassem sua situação no órgão. Em 2008, uma instrução normativa (IN 169/2008) estabeleceu prazo de três anos (até 20/02/2011) para os criadouros encerrarem suas atividades. Esse prazo foi prorrogado (IN nº 07/2010) até 1º de março de 2013. Assim, todos os criadouros já deveriam estar fechados. Porém, ainda existem alguns em funcionamento devido a decisões judiciais.aftosa,

Esta data foi criada com o intuito de conscientizar as pessoas sobre a importância da maior floresta tropical do mundo e da sua biodiversidade para o planeta.

A data escolhida faz referência ao dia 5 de setembro de 1850, quando o Príncipe D. Pedro II decretou a criação da Província do Amazonas (atual Estado do Amazonas).

Não há muitos motivos para comemoração e sim para preocupação. A floresta amazônica atualmente está ameaçada pelos constantes desmatamentos ilegais, afetando diretamente a fauna e a flora da região, causando desequilíbrios e crises ambientais a nível global.

Dados Importantes sobre a Amazônia
Com uma área de aproximadamente 5,5 milhões de quilômetros apenas de floresta, a Amazônia está presente em 8 estados brasileiros: Acre, Amapá, Pará, Amazonas, Roraima, Rondônia, Tocantins e parte do Maranhão e Mato Grosso.
Na América do Sul, compreende os seguintes países: Suriname, Bolívia, Guiana, Guiana Francesa, Venezuela, Colômbia, Peru e Equador.
O clima na região amazônica é predominantemente equatorial/quente e úmido.
Outro recorde da Amazônia é a sua bacia hidrográfica. Com cerca de 7 milhões de quilômetros de extensão, os principais rios da região são: Amazonas (maior do mundo em extensão), Ne-gro, Trobetas, Japurá, Ma-deira, Xingu, Tapajós, Purus e Juruá (todos afluentes do Rio Amazonas).

A decisão do presidente Michel Temer de vetar mais de 20 pontos do programa de renegociação das dívidas de produtores rurais, o chamado Funrural, gerou reações no Congresso. Mesmo em recesso parlamentar, deputados da bancada ruralista prometem se mobilizar para aprovar o texto sem alterações. Para isso, os congressistas precisam de maioria absoluta, tanto no Senado quanto na Câmara, para derrubar as mudanças feitas por Temer.

Um dos pontos vetados pelo presidente é o que concedia descontos de até 100% nas multas e encargos das dívidas. De acordo com o Planalto, se a medida fosse aprovada nesses termos, geraria mais despesas ao Tesouro Nacional, o que não estaria incluso na Lei Orçamentária.


A nova lei, sancionada nesta terça-feira (9), institui o Programa de Regularização Tributária Rural (PRR), que compreende dívidas relativas à contribuição social dos trabalhadores do campo. Relatora da matéria na Câmara, a deputada Tereza Cristina (Sem Partido – MS) ressaltou aspectos positivos do Funrural.

“Quanto aos adquirentes, eu acho que houve um ganho de 0,3% sobre a dívida do passado. Ao invés de 0,8%, que era a proposta do Governo Federal, nós conseguimos passar o 0,3 que facilita e muito já que as dívidas são de valores e montantes muito maiores.”

Outro tópico retirado do texto pelo presidente foi o que trata da redução da alíquota de contribuição para empreendimentos rurais. O texto enviado a Temer reduzia a taxa de 2,5% para 1,7%. Em contrapartida, a contribuição do produtor pessoa física da receita bruta caiu de 2% para 1,2%.

O deputado Luis Carlos Heinze (PP-RS) criticou as mudanças e considerou que o novo texto sancionado pelo governo prejudica os trabalhadores rurais.

“Tu tens um capital que tu deves e um tanto de dívida com o Funrural. Tinha a quantia que você tinha que pagar, correção monetária sob o capital, multa e a sucumbência. O que a Tereza negociou? Pagar o valor do capital sem correção monetária, multa e sucumbência. Como aconteceu? Ficou o capital para pagar, sem a correção monetária, mas 100% da multa e da sucumbência.”



O texto sancionado pelo presidente diz respeito aos débitos vencidos até 30 de agosto de 2017. Os produtores terão até o dia 28 de fevereiro deste ano para aderir ao programa. Parte do texto aprovado teve como base a Medida Provisória 793, que perdeu a validade após não ter sido votada pelo Congresso Nacional.

Pela lei, as dívidas poderão ser pagas por produtores e empresas em até 176 parcelas. A contribuição ao Funrural é feita através da receita da comercialização do produto e é paga pelos empregadores. A medida ajuda a garantir a aposentadoria dos trabalhadores.

Reportagem, Raphael Costa

#agro
 

Por Raphael Costa

A economia brasileira começa a apresentar sinais de estabilização e recuperação, e parte disso pode ser creditada a produção do agronegócio pelo menos é o que afirma a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, que nesta terça-feira (5) apresentou um balanço do desempenho do setor em 2017 e comprovou com dados o tamanho da importância do setor para a economia do Brasil.

Entre os dados apresentados pela confederação, a queda da inflação no grupo “Alimentação e bebidas” do índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 24,8% é um dos reflexos de uma produção recorde registrada em 2017.

Segundo Bruno Lucchi, superintendente técnico da CNA, se em 2016 o clima foi o vilão da produção, neste ano o panorama foi justamente o fator determinante para a quebra de recordes, como ocorreu com o algodão, que cresceu 15% em produção e 5,7% com relação ao preço. Apenas café arábica, cana de açúcar e trigo apresentaram diminuição na produção.

O outro ponto apresentado por Bruno para a participação do agronegócio na recuperação econômica do país foi a geração de empregos.

“Na questão dos empregos, nós tivemos a maior expansão no acumulado até outubro, 93 mil vagas de saldo nesse período. Bem maior que nos anos anteriores e bem maior do que no ano passado.”

A participação no PIB também foi um dos destaques da apresentação. A projeção da entidade, já que o ano ainda não terminou, é de que a agropecuária contribua com cerca de 23,5% do PIB brasileiro em 2017.

Principais números divulgados pela CNA do balando de 2017

Na contramão, a instituição destacou o baque causado pela operação “Carne Fraca” e a delação dos donos da JBS, que atingiram diretamente no desempenho de carne bovina em 2017, com resultados abaixo do esperado.


MAIS: Depois de ano abaixo, produção de carne espera melhor desempenho em 2018  

Segundo os dados divulgados pela CNA, 45% de toda a exportação brasileira é de origem agropecuária. O Brasil é o quarto maior exportador do planeta, atrás apenas da União Europeia, Estados Unidos e China.

Os dez produtos agropecuários mais exportados pelo Brasil em 2017

A expectativa para o ano que vem é positiva. A projeção da CNA é de que a agropecuária seja responsável por 50% de toda a exportação. Lígia Dutra é superintendente de Relações Internacionais da CNA e comenta que firmar acordos internacionais com países como Coréia do Sul, Japão e México são uma das prioridades da CNA para o ano que vem.

“Apesar de sermos o quarto maior exportador mundial de alimentos, nós ainda temos pouco acesso a mercados estrangeiros. Se tivéssemos melhores condições de acesso, isso significa acordos com redução tarifária ou redução de barreiras sanitárias e outras, nós teríamos um potencial de exportação muito maior.”

Entre os países que entraram como novos compradores dos produtos agrícolas brasileiros estão Egito, Irã e Japão.
 

            

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