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Dom, Set
ptenfres




                                  por Nancy Gonçalves Dias

 

Venha amor, tranquilize-se
Encoste sua cabeça em meu peito
E venha suas mágoas me contar .

Sabe amor, sou como a noite
que se espalha quietude e silêncio
Sinta como é belo o anoitecer outonal
E venha em meu peito descansar.

Sabe amor, é tempo de apreciar
um chá com um sabor sutil e refinado
Saboreia-o docemente
E sinta nele o néctar dos deuses

Venha  esqueça as agruras da vida
e venha em meu peito descansar
Aproveite a doçura de quem
saboreou os gostos de cada estação.

Prazerosamente venha
sentir a doçura e os gestos
de uma calorosa receptividade
de quem faz do tempo, um templo
para amar um verdadeiro amor.


                                    

 

                                                                      por Nancy Gonçalves Dias

Esta melancolia que doi
E destrói as alegrias que nascem
Tudo que sente,pungente
N´alma,no rosto se externasse

Se pudesse ver além dos olhos !
Quanta gente que guarda para si
Empoçadas no fundo do seu interior
As lágrimas que não saem pelos olhos

Mas também,mal não faz ser triste !
Mergulhar nos labirintos da memória
É meiga tristeza!É eterna melancolia !
É refúgio da saudade!

 


                                Por Nancy Gonçalves Dias

De repente,da alegria fez-se a tristeza
Fez-se de triste pela partida
Pelas amigas que deixou
E dos abraços fez-se o pranto .

Os anos passaram -se
Tão depressa como vento!
Novamente,triste à hora da partida
E do canto da despedida,o adeus

De repente,amigas unidas fez-se sozinha
E a amizade fez-se distante
E da vida uma aventura errante !

De tanto pranto, que de repente
Apareceu um novo amigo
E de sozinha fez-se contente !


 
 

 

                                       por Nancy Gonçalves Dias

Ruas de minha infância
que saudades eu tenho
Lembranças na memória
de um passado distante
de uma Bambuí que passou

Ruas de crianças e folguedos
onde a criançada brincava
As mais belas recordações
Tenho das ruas encantadas
morada da petizada

Que saudades eu tenho
de Bambuí de outrora
quando na beira da calçada
à noitinha a moçada cantava

Ruas de paralelepípedos
outras de terra batida
onde casinhas singelas
molduravam as calçadas

Lembranças as mais doces
quando a juventude alegre
saia dos bairros distantes
à pracinha namorar

Recordações as mais belas
quando a juventude piedosa
à rua da Matriz subia
a padroeira às bençãos pedir

Que saudades eu tenho
das ruas de minha infância
o primeiro amor
a primeira poesia
ficaram na lembrança
de uma Bambuí que passou
   

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