08
Qua, Jul
ptenfres

 

 

Na estação de São Bento, em Porto- Portugal, pegamos o comboio para Coimbra.
A nossa amiga e conterrânea Valdete Salgado  e sua filha Laura, estavam a nossa espera para  levar-nos a uma visita à Universidade de Coimbra.  
Como a  biblioteca da Universidade estava fechada  para reformas , apresentei-me como jornalista para fazer uma reportagem sobre a biblioteca. Com o maior carinho,a recepcionista    guiou-nos durante a visita  dando-nos   valiosas  informações  a seguir:
Uma obra-prima do Barroco, a Casa da Livraria foi edificada sob o patrocínio de D João V, adotando a designação de Biblioteca Joanina em homenagem ao seu patrono.
Construída de modo a exaltar o monarca e a riqueza do império, nomeadamente da provinda do Brasil, esta biblioteca é, para além de uma esplendorosa combinação de materiais exóticos, um verdadeiro cofre forte de livros.
Concebida como um paralelepípedo disposto em altura para vencer a diferença de cota, encostado à cabeceira da Capela, abre para o pátio o piso principal correspondente às salas nobres, a que se acede por um portal monumental, como um arco de triunfo, ladeado de colunas jônicas e dominado por um magnífico escudo real.
No interior aguarda o visitante uma sucessão de três salas comunicantes que, sabiamente, conduzem o olhar do visitante para o retrato do patrono, D. João V, da autoria do pintor saboiano Domenico Duprà.
O interior, realizado por Manuel da Silva ao longo de 40 meses, é integralmente revestido por estantes forradas a folha de ouro e decoradas com motivos chineses, que estabelecem uma interessante relação cromática com os fundos pintados a verde, vermelho e negro.
Em contraste com o pavimento em pedra cal- cária cinzenta e branca ressaltam os coloridos tetos decorados com alegorias dedicadas ao triunfo da Universidade.
A Biblioteca Joanina, recebeu os primeiros livros depois de 1750, sendo a construção do edifício datado entre os anos de 1717 e 1728.
O edifício tem três andares e agrega mais de 200.000 volumes.
Curiosidade:
A Biblioteca de Coimbra é habitada por uma pequena colônia de morcegos, os quais são úteis por se alimentarem de alguns insetos que poderiam vir a danificar algum conteúdo.
Tiramos algumas  fotos para que aqueles momentos mágicos ficassem para sempre em nossa memória!
por JCanastra

“Tudo é minúsculo para nós, mas grande para as crianças e tudo verdadeiro ”!

Bissaya Barreto

 

 

 

Na estação de São Bento,em Porto - Portugal , eu e minha filha Kelley  pegamos o comboio para Coimbra.
Ao chegarmos, minha querida ex-aluna,na escola primária,  amiga e  conterrânea Valdete Salgado e  sua filha Laura,uma linda adolescente, já  estavam a nossa espera. Depois dos cumprimentos muitos  beijos,  abraços e muitas conversas partimos  de carro, dirigido pela condutora Valdete,  em direção à Universidade de Coimbra .

 

Na portaria  da Universidade tivemos a informação  que ela só receberia visitantes depois das  13:00 horas.

 

Enquanto isto, Valdete nos deu sugestão para visitarmos: "Portugal dos Pequenitos", depois almoçarmos e retornaríamos   à Universidade. E assim fizemos!
Ao chegarmos na cidade :Portugal dos  Pequenitos , a nossa impressão foi das melhores!Achamos muito linda a entrada , na qual tiramos uma foto , que por sinal ficou linda!

 

Enquanto caminhávamos pelo parque,  Valdete  explicava  que: “Portugal dos Pequenitos” foi inaugurado em  08 de junho de 1940! É um parque lúdico-pedagógico destinado essencialmente à Criança. Nascido pela mão e pelo gênio de Bissaya Barreto e projetado pelo arquiteto Cassiano Branco, integra desde 1959 o patrimônio da Fundação Bissaya Barreto, que tem como patrono este ilustre Professor.
Retrato vivo da portugalidade e da presença portuguesa no mundo, o Portugal dos Pequenitos é ainda hoje um referencial histórico e pedagógico de muitas gerações.

 

Além de ser um espaço de aproximação de culturas e de cruzamento entre povos, o Portugal dos Pequenitos é também uma mostra qualificada da arte arquitetônica que, pela miniatura e pela minúcia, ainda hoje encantam crianças, jovens e adultos.O parque caracteriza-se por apresentar construções em escala reduzida representando monumentos e outros elementos sobre a cultura e o patrimônio edificado português, em Portugal e no mundo.

 

Ele é  dividido em sete zonas complementares:

 


Países de Língua Oficial Portuguesa;

 

Portugal Insular (Açores e Madeira),

 

Portugal Monumental;
Coimbra;
Casas Regionais;
Casa da Criança;
Parque Infantil.

 


Conhecemos ali também,  alguns museus temáticos:

 

-Museu do Traje;

 

-Museu da Marinha;

 

-Museu do Mobiliário.

 


O espaço conta ainda com casas de banho, loja de presentes e cafetaria

 

Tiramos algumas  fotos para que aqueles momentos mágicos ficassem para sempre em nossa memória !

Ao sair dali, já estava com saudades daquela manhã  ensolarada e  ao  regressarmosos com a nossa amiga Valdete e Laura!

 

 

 

Era uma tarde linda e gostosa  de  inverno, eu  e  minha filha Kelley Cristine  resolvemos atravessar toda a  extensão  da   ponte Luiz l, para conhecer a pé, a   cidade  de  Nova Gaia.  Lá do alto da ponte tivemos uma  visão maravilhosa do Rio Douro  e  a ao fundo a Vila Nova de Gaia .Algumas fotos foram tiradas para que aqueles momentos mágicos ficassem eternamente ´em  nossa   memória


Nova Gaia é uma cidade importante na  região norte de Portugal sede de município, Vila Nova de  Gaia  situa-se  frente à grande cidade do Porto, separadas pelo  Rio Douro, mas unidas por diversas e históricas  pontes que facilitam o acesso, a partilha de   patrimônio, estilos  de  vida e complementaridade.


A  localização na margem do rio Douro possibilitou a fixação de  populações desde remotos períodos, pensando-se que as origens da cidade remontem possivelmente a um Castro celta, tendo sido também ocupada por Romanos (apelidada na altura de “Cale”) e pelos Mouros,  embora não por muito tempo.


O grande desenvolvimento da cidade de Vila Nova de Gaia dá-se no século  XVIII, com  a instalação dos famosos  Armazéns do Vinho do Porto que  já na época era uma muito importante indústria no norte do País. Hoje, Vila Nova de Gaia é o principal   centro de produção do vinho do Porto, com o centro da cidade dominado pelos armazéns das marcas mais famosas, com mais de 50  companhias, alojados em edifícios de característicos telhados vermelhos. Uma visita a uma das muitas Caves aqui  existentes é imprescindível para melhor conhecer e apreciar este prestigiado vinho, único no mundo.


Igualmente aprazível  é a Costa da região,  destacando-se diversas praias e bonitos panoramas.
Uma visita ao Cais de Gaia proporciona agradáveis momentos de lazer, nesta área turística de esplanadas, restaurantes e bares, com  vista  para a zona histórica da  cidade do Porto,  no  local onde durante muitos séculos se localizou um porto fluvial  de onde  eram exportadas diversas mercadorias, nomeadamente o referido Vinho do Porto.


Daqui partem hoje em dia  os famosos  Cruzeiros no Rio Douro, com  destino à região do  Alto Douro, onde toda  a produção do vinho do Porto é adestrada.


A não perder é o Mosteiro da Serra do Pilar, com uma  localização privilegiada, de onde se tem uma das mais belas vistas sobre a cidade do Porto. De facto, esta  localização e vista excelente  foi  a escolha do Duque de Wellington para planear o seu ataque-surpresa às tropas invasoras Francesas, em 1809.


Adorei conhecer   a cidade Vila Nova de Gaia!

“Quem vem e atravessa o rio/Junto à serra do Pilar/vê um velho casario/que se estende até ao mar”/
Rui Veloso -canção -Porto  Sentido

 

 

 

 

 

 

Eu e minha filha  Kelley Cristine  fomos  visitar a Igreja e a Torre dos  Clérigos, no Porto, que  estão abertas para  os  visitantes que queiram  subir  os seus 225 degraus para apreciar a cidade do  seu  ponto  mais alto, assistir ao pôr  do  sol ou  para  fazer  uma  visita noturna.  A torre  foi desenhada  por  Nicolau Nasoni que, merecidamente, se tornou um dos símbolos da cidade de do Porto. É um  espaço   religioso,  declarado Monumento Nacional, em 1910. Igreja e a Torre dos Clérigos foram construídas  por  esta  ordem!  Primeiramente, no interior da igreja apreciamos  a sua estrutura  elíptica que a torna única no  país. No passado, ela serviu para orientar os navegadores à entrada da barra do Douro. A Torre serviu quase de farol, apesar de estar fisicamente afastada  do rio e do mar. Os Clérigos são um símbolo do barroco e da  arquitetura que o italiano  Nicolau  Nasoni  imprimiu  na  cidade.
Não tivemos pressa para  apreciar a opulência da talha dourada, os pormenores  talhados na  pedra, o  altar  principal  é ainda  mais  trabalhado, no estilo rococó), e a riqueza das “Misericórdias”, as cadeiras de encosto  alto que estão junto ao altar  principal e que servia para os irmãos “descansarem de pé”, enquanto assistiam  aos serviços religiosos talhadas à mão na rica madeira  de jacarandá.
Visitamos  três pisos: no primeiro piso, a exposição é dedicada à  história da irmandade dos Clérigos e permite adivinhar como era  gerida  uma das mais importantes organizações portuenses do século XVIII.
Num outro piso, as  salas são dedicadas a Nasoni  e aos mestres pedreiros  que com ele construíram a igreja e a torre, sendo  possível conhecer o  estirador  onde o arquiteto italiano  deve ter passado muitas horas de trabalho.
E no terceiro piso, a Irmandade aproveitou  para expor uma coleção   doada  por um benemérito,  Antônio  Manuel Cipriano  de Miranda.
O Museu do Cristo, assim se chama a exposição, é composto por cerca de 400 exemplares de Cristos,que revelam as várias formas de o representar em vários lugares do mundo e usando vários suportes  (escultura, ourivesaria, pintura, tapeçaria).Após as visitas à exposição e à igreja e já depois de termos passado pelo Coro Alto  ter apreciado uma belíssima perspectiva da riqueza e dos pormenores do espaço, é chegada, a hora, então, a altura  de subir quase 225 de graus, para finalmente apreciar a cidade do seu ponto mais alto!
Degraus acima, em caracol, mais ou menos apertados, o esforço físico vai sendo compensado pela maravilhosa vista lá em  baixo . Uma janela aqui, uma outra acima, muitas voltas a girar para o mesmo  lado, um pátio com  sinos, mais uns degraus, cansaço, uma parada  para  dar espaço  a outras  pessoas que  desciam, uma outra janela e finalmente chegamos:  e a paisagem lá  em  cima vale tudo: é deslumbrante!                
No cimo da torre, cada  um da  escolhe o ângulo, entre  os 360 graus que ali são  oferecidos  para contemplar a cidade.
Diante  dos olhos, existem legendas, isto é, placas  informativas a ajudar a localizar alguns dos  pontos  chave da cidade: Aliados e Câmara do Porto,  Santo  Ildefonso, Batalha, Sé  do Porto e  Paço Episcopal, Ponte Luiz I e Mosteiro  da Serra do Pilar, Casario da Ribeira e caves de Gaia, e  todo um Douro  abaixo de  meus olhos.
Enquanto deslumbrava Porto, do alto da Torre dos Clérigos com o seu casario lembrei-me de:


Rui Veloso(Porto Sentido ) a  cantar:


“Quem vem e atravessa o rio/
Junto à serra do Pilar/
Vê um velho casario/
Que se estende até ao mar”/


Imagens lindas de Porto- Portugal serão guardadas para sempre em minha memória!

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