07
Ter, Abr
ptenfres

 

A Justiça determinou que um hospital pague R$ 80 mil a um homem que contraiu o vírus HIV após receber transfusão sanguínea. A decisão é da 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que reformou parte da sentença da Comarca de Virginópolis.

O homem relata que, em maio de 2012, envolveu-se em acidente automobilístico, sendo encaminhado para o hospital do Município de Guanhães, onde foi submetido à transfusão. Em agosto do mesmo ano, ao realizar exames de rotina e preventivos, se surpreendeu com a notícia de que era portador do HIV.

Como a esposa e o filho, que na época contava com cinco meses de idade, não eram portadores do vírus, ele concluiu que a contaminação provavelmente ocorreu devido ao procedimento, feito alguns meses antes. O homem então ajuizou ação contra o hemocentro requerendo indenização por danos morais.

Sentença

O juiz Vinícius Pereira de Paula, da Comarca de Virginópolis, região do Rio Doce, sentenciou o hemocentro ao pagamento de R$ 100 mil ao paciente, a títulos de danos morais.

A instituição recorreu, alegando que fez todos os testes exigidos, sendo que as bolsas de sangue vieram de doadores confiáveis, com histórico de doações e exames de sorologia negativos.

Também de acordo com o estabelecimento, o profissional de saúde e o hospital em que o homem estava são responsáveis pelos serviços que oferecem, e têm o dever de prestá-los de forma satisfatória, a fim de evitar que o paciente contraia qualquer doença com a transfusão.

Por fim, o hemocentro alegou que, uma vez que o autor da ação não foi submetido a exame clínico antes da transfusão para constatar a presença do HIV, não se pode afirmar que tenha adquirido o vírus durante o procedimento. Assim, o estabelecimento não poderia ser responsabilizado pelas ocorrências clínicas do paciente.

Acórdão

O relator, desembargador Corrêa Junior, deu parcial provimento ao recurso do hemocentro, reduzindo o valor da indenização para R$ 80 mil.

Para o magistrado, a reparação, mesmo sendo de natureza puramente subjetiva, deve respeitar os parâmetros objetivos, a fim de que seja resguardada a proporcionalidade da imposição, evitando-se o enriquecimento sem causa.

O relator afirmou, também, que existem diversos medicamentos que ajudam a evitar o enfraquecimento do sistema imunológico e a aumentar o tempo e a qualidade de vida das pessoas que convivem com o vírus. Dessa forma, ainda que não haja uma cura para a Aids na atualidade, existe um tratamento hábil a controlar a moléstia.

Por esse motivo e por não haver comprovação concreta do constrangimento especificamente em virtude da doença, a indenização foi diminuída para R$ 80 mil.

Acompanharam o voto do relator a desembargadora Yeda Athias e o desembargador Audebert Delage.

Para preservar os envolvidos, o acórdão e a movimentação não serão divulgados.


Assessoria de Comunicação Institucional -- Ascom
Tribunal de Justiça de Minas Gerais -- TJMG

 

A Dra. Hellisse Bastos dá dicas de procedimentos que podem ser feitos em casa para ficar com a beleza em dia mesmo estando em período de quarentena.


Com a pandemia do novo coronavírus, clínicas estéticas, spas e salões de beleza foram obrigados a encerrar as atividades temporariamente, seguindo recomendação do Ministério da Saúde, para garantir a segurança de todos. Além disso, muitas mulheres estão cumprindo a quarentena e evitando deslocamentos para fora de casa. No entanto, isto não é motivo para descuidar da beleza e da saúde.

A Dra. Hellisse Bastos é dermatologista e especialista em estética afirma que mesmo sem poder ir à clínica ou spa, existem cuidados simples que podem fazer toda a diferença neste momento da quarentena para estar com a beleza e a saúde em dia: “cuidar da beleza também é cuidar da saúde, pois inclui hábitos de higiene, treinos físicos e nutrição, o que só faz bem. Além disso, a estética tem a ver com a saúde mental, a autoestima, o equilíbrio emocional de todas nós. Se sentir bem e confortável na própria pele é fundamental, corpo são e mente sã.”

Confira as 10 dicas da Dra. Hellisse Bastos para cuidar da sua beleza e da sua saúde em casa durante a quarentena, elevando a sua autoestima e cuidando do seu bem estar

1- Não durma mais que o necessário

Dar lugar à preguiça e dormir mais de 8h por dia traz desequilíbrio hormonal, leva a mal humor, causa edema facial e bolsas embaixo dos olhos. Ideal é ter de 6h a 8h de sono por dia e acordar de forma natural, ainda com algum sono. Após o almoço, é bom tirar uma soneca por no máximo 20 minutos.

2- Treine o seu humor

As risadas têm propriedades neuroquímicas e fisiológicas que diminuem o estresse, assim como marcadores inflamatórios e tem o poder de aumentar sua energia e beleza.

Rir é um bom remédio para muitos males e libera serotonina no organismo, importante neurotransmissor que mantêm a saúde mental e o equilíbrio do humor. Logo, se permita rir e se divertir mesmo na quarentena, espantando o estresse e o mau humor, que elevam o cortisol e causam inchaço e retenção de líquidos.

3- faça sua limpeza corporal com autoconsciência

Preste atenção a textura , cor e cheiro da sua pele, cabelo e unhas durante o banho. Não empregue força demais na hora de esfregar a pele do corpo e, caso queira fazer uma esfoliação, use materiais e produtos adequados para fazer isto.

Pense na sustentabilidade na hora de fazer a higiene bucal e tomar o seu banho.
Quando for retirar os esmaltes das unhas, tenha em mente a atenção de estar sempre limpando os cantinhos das unhas

Faça esfoliação dos pés com movimentos de auto-massagem.

4- Invista mais tempo cuidando de si

Aproveite o confinamento para fazer tudo aquilo que talvez a sua rotina não permitisse fazer com frequência. Passe um bom hidratante após o banho no corpo, nos dedos e nas unhas fazendo auto massagem. Retire toda maquiagem e fique um tempo sem usá-la, para descansar a pele. Como não irá sair à rua, não precisa estar maquiada todos os dias. O uso contínuo da maquiagem obstrui os poros.

5- Movimente-se todos os dias para liberar o fluxo energético.

Água parada dá dengue e do mesmo modo nosso corpo não foi feito para ficar o tempo todo em repouso. É preciso manter o corpo em movimento para liberar o fluxo energético, ajudar na circulação, diminuir a retenção hídrica, eliminar toxinas e mantém o metabolismo em ordem.

Diga não à tentação do sedentarismo durante a quarentena e procure uma atividade para fazer em casa, mesmo que de curta duração.

6- Crie rotinas

A quarentena pode ser um apelo tentador para o desleixo. Contudo, é preciso se doutrinar para enfrentar este período sem descuidar da saúde e da beleza. Costumo categorizar por letras do alfabeto as atividades.

A: Corpo - autocuidado com pele, cabelos e unhas principalmente com :
Limpeza
Esfoliação
Hidratação

B: Mente - Autoconhecimento
Leituras,
Filmes
Jogos e atividades

C: Atividade física
Evitar o sedentarismo
Estar sempre em movimento

D: Almoçar/ soneca
Tirar 20min de sono após o almoço
Evitar dormir demais durante a noite
Regrar horários de dormir e acordar

7- Preste atenção na sua alimentação

Evite alimentos hipercalóricos, que sejam ricos em açúcar, assim como diminua o consumo de processados e industrializados . Esse hábito é altamente deletério para nossa saúde e beleza e provoca diversos processos inflamatórios, inclusive na pele e cabelos.

8 - Pratique o jejum intermitente

Estimula sua imunidade é super antioxidante e favorece processos anti-inflamatórios do corpo.

9- acrescentes chás relaxantes e desintoxicantes à sua rotina

Invista em acrescentar à sua alimentação a ingestão de chás tipo Melissa, carqueja, dente de leão, lavanda e valeriana.

10- faça procedimentos de renovação da pele

Adotar a esfoliação e a limpeza de pele ajuda e muito a melhorar não somente o aspecto, mas também a prevenir acne, manchas, poros, rugas.

Consulte um dermatologista e tenha um profissional especializado na saúde da sua pele para chamar de seu, que te acompanhe e cuide de você presencialmente ou telepresencialmente pela internet.

 

Summit tem quase 10 mil processadores e é um milhão de vezes mais poderoso que os notebooks mais rápidos atualmente no mercado

Summit, o supercomputador mais rápido do mundo, está sendo usado para rodar simulações e encontrar medicamentos capazes de impedir que o coronavírus que causa a Covid-19 infecte células humanas.
Veja também:
Conheça os 3 supercomputadores brasileiros entre os mais potentes do mundo
Toshiba cria algoritmo que é mais rápido num PC que em supercomputador
Supercomputador da IBM será usado para criar outros computadores

Inaugurado em 2018 no Laboratório Nacional de Oak Ridge (ORNL), nos EUA, o Summit foi construído pela IBM e é composto por 9,216 processadores IBM POWER9 com 22 núcleos cada, e 27,648 GPUs Tesla V100 da Nvidia trabalhando em conjunto. Seu poder de processamento é de 200 Petaflops, 1 milhão de vezes mais poderoso que os notebooks mais rápidos atualmente no mercado.

O vírus infecta células humanas injetando uma “estaca” de material genético. O pesquisador Micholas Smith, do ORNL, construiu um modelo desta estaca com base em dados de um estudo publicado em janeiro e programou Summit para testar como os átomos e partículas virais interagem com vários medicamentos.

O supercomputador analisou mais de 8.000 interações possíveis e identificou 77 substâncias que tem o potencial para impedir a disseminação do vírus, classificadas de acordo com a probabilidade de sucesso. Agora as mesmas simulações serão executadas novamente, desta vez usando um modelo mais recente do vírus publicado neste mês.

O trabalho de Summit não é encontrar uma cura, mas sim identificar compostos promissores, que devem então ser testados em laboratório pelos cientistas. Mas ao reduzir o número de possíveis candidatos, e organizá-los por probabilidade de sucesso, ele facilita o trabalho dos cientistas e pode acelerar o desenvolvimento de um tratamento eficaz.

O Brasil tem remédio
*Edmir Chedid

A crise provocada pela pandemia do novo coronavírus traz novamente à tona o debate sobre o papel estratégico dos laboratórios públicos do país. 

Mantidos com o dinheiro dos impostos pagos pela população, eles garantem acesso gratuito e universal a uma série de vacinas, testes e medicamentos, muitos deles desprezados pelo setor privado em função do alto custo de produção (como para o tratamento da tuberculose, por exemplo). 
 
Indiretamente, esses laboratórios atuam, também, como reguladores de preços do mercado. Remédios produzidos nas fábricas públicas, que não visam lucro, forçam o setor privado a baratear sua oferta também. Uma positiva reação em cadeia.
 
Em outras palavras: no fim das contas, os laboratórios públicos beneficiam, essencialmente, os mais pobres, os mais necessitados, cumprindo importante função social.
 
Um exemplo claro da importância dessa política vem sendo dado nos últimos dias pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), ligada ao governo federal, com a produção de testes em massa para o diagnóstico do novo coronavírus. 
 
No Estado de São Paulo, temos o Instituto Adolpho Lutz, que também vem contribuindo enormemente para a identificação dos casos de Covid-19. Temos ainda o reconhecido Instituto Butantan, um dos principais centros científicos do mundo, que, de imediato, atuará na produção de testes e em um futuro próximo poderá ajudar a produzir vacinas contra o novo coronavírus, sua grande vocação.
 
Nossa retaguarda, no entanto, pode - e deve - ir muito além. Isso porque o Estado conta ainda com a excelente estrutura da Furp (Fundação para o Remédio Popular), maior fabricante estatal de medicamentos do país e um dos maiores da América Latina, com mais de 50 anos de serviços prestados ao sistema público de saúde. Um verdadeiro patrimônio de todos os paulistas, mantida integralmente com recursos do SUS. 
 
Para se ter uma ideia da sua importância, a Furp abastece hoje não apenas prefeituras de São Paulo e o governo paulista, como outros Estados e até o Ministério da Saúde. Nos momentos difíceis, sempre esteve na linha de frente das políticas públicas de saúde, como durante a epidemia de H1N1 (Influenza A), entre 2009 e 2010, quando abasteceu todo o Brasil com medicamentos para o tratamento da doença. O mesmo aconteceu durante os surtos de meningite no país. Também nas grandes enchentes. Tudo isso, sem falar das ações humanitárias no exterior, em Moçambique e Haiti.
 
Em gestões passadas, a Furp foi duramente afetada por erros administrativos e escândalos de corrupção que abalaram suas finanças - prejuízo de algumas dezenas de milhões de reais que, em poucos anos, colocou em risco uma série de políticas públicas. Consequência direta, a Furp "encolheu", reduzindo drasticamente sua produção.
 
Investigamos muitos desses desmandos em 2019, durante uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que propus e presidi na Alesp. Ao final de seis meses de trabalhos, a comissão denunciou pessoas envolvidas em irregularidades e trouxe subsídios para que o governo não apenas mantenha a Furp, como aprimore sua gestão. É um grande legado, que já teve reflexos imediatos (como a suspensão do contrato leonino para a gestão da fábrica de remédios de Américo Brasiliense, que causava, todos os anos, um prejuízo de mais de R$ 50 milhões aos cofres públicos).
 
Hoje, a Furp tem condições de novamente exercer seu protagonismo, reforçando, por exemplo, a produção de antibióticos, que não servem exatamente para combater o coronavírus, mas podem ser usados para tratar infecções associadas, como a faringite, ou mesmo uma pneumonia bacteriana que possa ter se desenvolvido a partir do contágio pelo novo coronavírus.
 
A fundação tem, ainda, estrutura e expertise suficientes para produzir em larga escala o álcool gel, item tão fundamental e escasso nesta pandemia.
 
O Estado de São Paulo sempre foi exemplo para o país, e se vê novamente diante da oportunidade de liderar a nação em mais um momento difícil. Diante da oportunidade de mostrar que crises como a que enfrentamos hoje exigem compromisso público e respostas rápidas. E de mostrar, ainda, que saúde pública não é gasto, e nunca será. 
 
 
* Edmir Chedid é deputado estadual pelo DEM e membro da Comissão de Saúde da Alesp. Em 2019, presidiu a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Furp.
 

 

 

Mais Artigos...

Festival de Dança de Bambuí