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Dom, Jul
ptenfres

 

 

Gilberto Cabral -Pres. da Cooperleite

 

Ivan Chaves - Diretor da Coop.

 

 

A COOPERATIVA COOPERLEITE DE BAMBUI foi fundada em 19/11/1991 por um grupo de produtores que acreditavam na força do trabalho. Hoje, a cooperativa continua fazendo história e se destaca como empresa no ramo de laticínios, com cerca de 160 associados.
A empresa Cooperleite tem o seguinte :
Quadro Societário
GILBERTO CABRAL DA CUNHA -Presidente
IVAN CHAVES DE MAGALHAES - Diretor Administrador

OTO JOSE DE PAU-LA -Primeiro Secretário

KLEVERSON ANTONIO DE LIMA - Segundo Secretário
ANDRE LUIZ DE CARVALHO E HELDER JOAO TEIXEIRA IRENE- Suplentes

Tem como razão social Cooperativa dos Produtores de Leite de Bambuí Ltda. e está cadastrada na Solutudo no segmento de Farmácias Veterinárias:
- Fabricação de alimentos para animais.
- Comércio atacadista de leite e laticínios.
- Comércio varejista de produtos alimentícios em geral ou Ativ. Secundárias.
- Comércio varejista de ferragens e ferramentas.
A sede da Cooperleite está localizada no município de Bambuí (MG), terra de povo hospitaleiro e trabalhador!
Graças ao otimismo dos fundadores, a fidelidade e a soma de esforços de cada associado é que a Cooperlate conseguiu chegar ao que é hoje: um ponto de referência no setor agrícola, uma empresa vitoriosa no campo de produção, uma cooperativa que, na busca constante da excelência empresarial, tem conquistado cada vez mais a confiança dos associados, dos clientes e das empresas.
Parabéns a Diretoria e associados !
R. Sto Antônio 1500 : -Açudes

Em agosto de 2022, sai de Bambuí muito debilitada após um ano de tratamento com as sequelas da covid-19 e da descoberta de uma diabete. Estava muito magra, com glicose alta,queda de cabelo, dor nas costas,visão turva, perda de memória ,dor nas pernas e uma anemia profunda. Relutava muito em sair de minha cidade para tratamento fora de Bambuí, porque estava sendo assistida por bons profissionais como cardiologista, nutricionista , endocrinologista e uma médica clínica geral.
No entanto, meu filho veio me buscar para fazer um alguns exames em Brasília. Na primeira consulta com a geriatra , após avaliar -me, ela conversou com minha nora sobre a preocupação com a minha saúde. Fui internada durante quatro dias para fazer vários exames , em que um deles contastou que havia um tumor maligno no intestino grosso.
A minha filha não me contou sobre o diagnóstico, evitando o máximo possível para que eu não soubesse do resultado até eu conversar com o oncologista. Na primeira consulta com o médico, ele confirmou-me que eu estava com um câncer no intestino grosso .
Receber um diagnóstico de câncer é muito triste e difícil. Ninguém sabe realmente como a pessoa reagirá à notícia. E o tratamento que vem a seguir é um caminho longo e repleto de incertezas. A situação também fica complicada para familiares: o que fazer ou o que dizer, quando você fica sabendo que um ente querido é diagnosticado com essa doença tão devastadora?
Tive uma uma profunda sensação de medo, solidão e tristeza naquele momento! Ao mesmo tempo, contei com um médico muito atencioso e competente, que me explicou sobre o tratamento que veria a seguir. Concordei em fazer as quimioterapías no espaço de quatorze dias durante três meses, em um total de seis sessões.
Confesso que fiquei muito chocada, chorei convulsamente nos braços do médico.Tinha muito medo de não conseguir chegar até ao final do tratamento, pois estava muito debilitada . Naquele dia, fui para a casa de minha filha com um sentimento de grande tristeza , baixa auto-estima , muito abatida e chorosa. Entreguei para Deus, naquele momento, minha vida. Durante vários dias até a chegada da primeira quimioterapia estive muito abatida e com muito medo. Antes da primeira sessão, não dormi de tanta preocupação. Fui muito apreensiva para a clínica .
Quero neste momento fazer um parágrafo para agradecer as mensagens de otimismo , força e de religiosidade que recebi de familiares e amigos durante o tratamento.Estas mensagens levantaram-me a alta auto-estima, dando -me muita força coragem e fé
Além das mensagens, . recebi a visita de N.Sra de Fátima , que juntamente com o Padre e com a presença de vários amigos rezaram o terço de Maria na Capelinha de NSra Aparecida, que foi construída no quintal da residência de meu filho Ronaldo.
Em outra ocasião , conhecidos e vizinhos de minha filha vieram rezar comigo o terço da Mãe Rainha .
Depois de alguns dias fui chamada para apresentar-me na recepção da Clinica A enfermeira conduziu -me para uma pequena sala onde fiz a primeira triagem para ver cono estava pressão, oxigenação, peso e pressão arterial .Em seguida, fui levada para uma sala especial para fazer os primeiros preparativos da primeira químio.
Naquele momento clamei a Deus e aos meus espíritos de luz para estarem junto comigo para dar-me força . Fiquei ali por quatro horas tomando os medicamentos na veia .Naquele dia fui bem mais tranquila para casa.
Alguns dias antes da primeira quimio fiz uma pequena cirurgia para colocar um catéter que é recomendado para pessoas que precisam fazer algum tipo de tratamento que dura muito tempo, pois após ser colocado, pode durar até 6 meses. É um tipo de catéter que evita que a pessoa leve várias agulhadas, sendo que pode ser usado para: tratamento de câncer, para aplicação de quimioterapia diretamente na veia É introduzido no corpo pelas veias do pescoço. Uma parte do catéter é implantada embaixo da pele para evitar infecção. No entanto, a parte do catéter que é usada para aplicar os medicamentos fica exposta.
Confesso que fiquei bem tranquila após esta primeira quimioterapia. No início de dezembro, terminei as seis sessões do primeiro ciclo. Após estre tratamento, uma boa notícia foi confirmada pelo meu oncolgista ,que o tumor havia diminuído bastante .
Terei uns dias de descanso durante o Natal e o Ano Novo com minha família, em Bambuí, enquanto aguardo a confirmação de dois cirurgiões marcando o dia da cirurgia para retirada do tumor.
Bem ,até lá, curtirei meu Natal, juntamente com os familiares e esquecerei por alguns dias a palavra cân-cer.
Ao escrever este artigo quero aqui deixar uma dica muito imporante para todas as pessoas se preocuparem com a sua saúde e fazerem exames para a prevenção desta doença. No caso do câncer de intestino, o exame é a colonoscopia. Converse com o seu médico!

Leia mais: Convivendo com um câncer

A mudança no padrão de doenças e de invalidez vem mudando nos últimos anos, entre outros fatores, em função do processo de envelhecimento populacional. Essa situação determina o surgimento de doenças crônico-degenerativas, demandando assistência continuada e novas organizações das redes e serviços de saúde. Estima-se haver cerca de 46,8 milhões de pessoas com demência no mundo. O número praticamente dobrará a cada 20 anos, chegando a 74,7 milhões em 2030 e a 131,5 milhões em 2050 segundo dados fornecidos pelo Relatório de 2015 da Associação Internacional de Alzheimer (ADI).
Diante desse cenário, ganha relevância o papel do cuidador, fundamental na assistência domiciliar, responsável por acompanhar o idoso doente, prover sua subsistência, realizar ou auxiliar as atividades da vida diária e, ainda, cuidar de si mesmo, e muitas vezes dos outros membros da família, como filhos, cônjuge e netos.
O cuidador desempenha função essencial na vida dos portadores de doença neurodegenerativa. À medida que a doença progride, surge a demanda por cuidados especiais e há um envolvimento em praticamente todos os aspectos do cuidado, o que resulta na adição crescente de responsabilidades. Além das atividades instrumentais, como administrar finanças e medicamentos, ele aumenta suas responsabilidades em tarefas básicas, como cuidado pessoal, higiene, banho e alimentação.
O cuidador geralmente é escolhido dentro do círculo familiar e, muitas vezes, a tarefa é assumida de maneira inesperada, o que o conduz a uma sobrecarga emocional. Aproximadamente 80% dos cuidados com os pacientes com doenças neurodegenerativas são providos por familiares. Em sua maioria, os cuidadores são do sexo feminino, especialmente esposas ou filhas do paciente. O fato reflete um padrão cultural em que o papel de cuidador ainda é visto como função feminina. A idade média do cuidador varia entre 50 e 65 anos. Destes, 33% têm acima de 60 anos e dedicam, em média, 60 horas por semana às responsabilidades com o doente.
Existem aspectos negativos associados ao cuidado de um paciente dependente, problemas, dificuldades ou eventos adversos que afetam significativamente a vida dos responsáveis pelo paciente nos âmbitos físico, financeiro e emocional. Cuidadores de pacientes com demência têm maiores chances de apresentar sintomas psiquiátricos, mais problemas de saúde, maior frequência de conflitos familiares e problemas no trabalho, se comparados a pessoas da mesma idade que não exercem esse papel. Os sintomas físicos mais comuns são hipertensão arterial, desordens digestivas, doenças respiratórias e propensão a infecções, além de sintomas psicológicos como depressão, ansiedade e insônia. Eles se tornam duas a três vezes mais vulneráveis ao risco de desenvolver a depressão. Uma característica do paciente com demência é a necessidade de supervisão crescente, originando fatores de estresse para o cuidador que podem levar a conflitos familiares, problemas econômicos e a uma sensação de aprisionamento no papel de cuidador.
O cuidador passa a sofrer também a influência dos aspectos comportamentais. Não há consenso na literatura sobre o conceito de distúrbios do comportamento na demência, no entanto, a International Psychogeriatric Association (IPA), em 1996, cunhou o termo sintomas psicológicos e comportamentais da demência, que inclui sintomas como alucinações, delírios, perambulação, agressividade, depressão e alterações noturnas.
Outro fator é o posicionamento da família diante da doença. Assim como a doença passa por vários estágios, a família passa por diferentes etapas. A princípio, a família não sabe o que está acontecendo diante das manifestações de déficit do paciente, gerando sentimentos de hostilidade e irritação. Do outro lado, o paciente pode perceber as próprias deficiências, correndo o risco de se deprimir. À medida que a doença vai evoluindo, ocorre a busca por um diagnóstico, porém, nem sempre os familiares o aceitam rapidamente, podendo negá-lo, na tentativa de recuperar a “pessoa de antes”. Após a aceitação do diagnóstico, pode haver uma sensação de catástrofe. As famílias reagirão de maneiras diferentes, dependendo das próprias características.
Podem ocorrer três posicionamentos indesejáveis entre os familiares: superproteção, evasão da realidade e expectativas exageradas com relação ao desempenho do paciente. Os parentes que negam a doença são geralmente os que mais sofrem; já os que assumem a função de cuidador tendem a monopolizar a função, colocando-se na posição de ser os únicos a fazer as coisas, e abdicam de qualquer atividade que represente alguma satisfação pessoal, acabando “heroicamente estressados”.
No que tange às variáveis do cuidador, um maior impacto está associado à sua saúde e seu grau de parentesco, sendo os cônjuges os mais impactados. Uma hipótese é que, devido à sua idade mais avançada, o cônjuge está mais suscetível a problemas de saúde. Cuidadores mulheres costumam sofrer um impacto maior, possivelmente por assumir com mais frequência tarefas desgastantes, como a higiene do paciente, além de gerenciar os afazeres domésticos.
Há situações nas quais a família não tem condições de cuidar do paciente e recorre à ajuda de uma pessoa, profissional ou não, que será remunerada para exercer o papel. Nesse contexto, entram em cena os cuidadores formais, sujeitos a passar por diversos conflitos com a família do paciente, podendo ser objeto de projeção de culpas e frustrações que não podem ser aceitas na família. É recomendável que o cuidador formal seja discreto, passe por uma reciclagem de conhecimentos e possa conversar sobre as ansiedades das quais é portador.
O objetivo da maioria das intervenções é mudar a forma como o cuidador interage com o paciente em casa. Melhores estratégias de gerenciamento de problemas influenciam no ajustamento emocional do cuidador, refletindo-se em uma melhor assistência. As intervenções podem ajudar a amenizar a angústia do cuidador, evitar a institucionalização do paciente e permitir que a família possa fazer planos. A avaliação dos cuidadores deveria fazer parte do tratamento da demência, uma vez que o suporte aos familiares e cuidadores é de extrema importância.

Benefícios do cuidado à família cuidadora:
- diminuição do estresse e sobrecarga
- melhora na qualidade do cuidado oferecido
- aumento da adesão aos tratamentos
- melhor manejo dos sintomas
- maior aceitação da doença e das mudanças
- aumento de flexibilidade e adaptabilidade
- ambiente mais apropriado e prazeroso
- maior coesão familiar e melhor comunicação
- relacionamentos mais saudáveis e funcionais

Cuidadores que têm suporte social, ou seja, que se engajam em atividades na comunidade, participam de grupos de apoio e se adaptam-se melhor à função de cuidador, apresentam menor impacto, níveis mais baixos de depressão e maior de satisfação em comparação aos cuidadores que têm pouca disponibilidade de suporte social.

Mônia Bresolin, coordenadora da Unidade de Saúde Mental do Hospital Dona Helena, de Joinville (SC)

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