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Dom, Jul
ptenfres

Acordei com saudade da minha vó. De ouvir o barulhinho da bolsa dela, enquanto procurava sua maquiagem preferida. Logo subiu um cheiro gostoso de cor.


Parece que ontem mesmo eu estava diante da minha mãe enquanto fazia maquiagem. Linda.!Meu fascínio pela beleza surgiu ao ver a agilidade de seus dedos. Ela se pintava como uma tela viva. A expressão da feminilidade como força.


Meus longos diálogos se esticaram ainda mais. Agora eu tinha duas irmãs e na porta do mesmo banheiro eu as admirava. Elas contornavam seus lábios. Sorriam como um abraço em mim.


Pisquei. E ali estava minha Dinha. Exótica. Fashionista. Exagerada. Se via alguma cor diferente, logo dizia: é minha.
Intenso foi quando descobri que amava Elora. Artística. Poética. Colorida.


E como a sombra que espalha o seu brilho em seus olhos, nasceu Naya Lua. Nasceu da gente. Brilhante. Iluminada. Intensa.
Com elas, tirei o véu que cobria o instinto. E o ouvi. Me permiti amar. A colorir meus dias. E na primeira oportunidade que tive, pintei meu rosto. Me tornei homem.


Essa é uma homenagem que se estende a todas as mulheres que de maneira direta ou indireta me fizeram ser o homem que sou. Com cores diferentes, vocês pintaram a minha vida e me inspiraram a transcender como ser humano, mas principalmente, como homem.
Esposo, pai, filho, irmão, sobrinho, primo, amigo sou grato pelas horas e horas ouvindo, vendo e partilhando o momento da maquiagem ou de vários outros com vocês.


Tenho certeza de que outros homens, assim como eu, se sentem gratos pela existência de cada uma, de uma maneira muito especial.
Feliz seu dia Mulher!

 Gio Lasmar

                Giordânio Lasmar - @giolasmar
                                                                                                       “Publicitário e comunicador nato. Ama arte, moda
                                                                                                       e blogar, idealmente tudo ao mesmo tempo.

A São Paulo Companhia de Dança (SPCD), corpo artístico da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado, gerida pela Associação Pró-Dança e dirigida por Inês Bogéa, está com inscrições abertas para audição de bailarinas profissionais (somente mulheres) com o objetivo de integrar o elenco da SPCD (em virtude do repertório artístico do ano) e substituir profissionais momentaneamente afastadas. As candidaturas podem ser realizadas até o dia 25 de fevereiro de 2021 no site da Companhia.

 

As candidatas devem ter 18 anos ou mais, além de DRT emitido. As vagas são para colocação efetiva e temporária em contrato de trabalho de acordo com o regime da CLT.

 

O processo seletivo será realizado em três fases: análise de currículo, audição virtual prática de balé clássico, via Zoom, e audição presencial na sede da Companhia (Rua Três Rios, 363 – 1º andar – Bom Retiro – São Paulo/SP).

 

Nesta ocasião, as finalistas passarão por medição de temperatura e testagem rápida para detecção de Covid-19. O ingresso na sala será permitido mediante temperatura abaixo de 37,5º e resultado negativo. As candidatas deverão manter o distanciamento e o uso de máscara. A audição consistirá de avaliação técnica e artística, anamnese para realização de atividade física e entrevista.

 

Em cada etapa, as candidatas selecionadas serão informadas por e-mail e terão seus nomes listados no site da SPCD.

 

Para mais informações, acesse spcd.com.br/spcd/audicoes.

 

SÃO PAULO COMPANHIA DE DANÇA

Direção Artística e Executiva | Inês Bogéa

Criada em janeiro de 2008, a São Paulo Companhia de Dança (SPCD) é um corpo artístico da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, gerida pela Associação Pró-Dança e dirigida por Inês Bogéa, doutora em Artes, bailarina, documentarista e escritora. A São Paulo é uma Companhia de repertório, ou seja, realiza montagens de excelência artística, que incluem trabalhos dos séculos XIX, XX e XXI de grandes peças clássicas e modernas a obras contemporâneas, especialmente criadas por coreógrafos nacionais e internacionais. A difusão da dança, produção e circulação de espetáculos é o núcleo principal de seu trabalho. A SPCD apresenta espetáculos de dança no Estado de São Paulo, no Brasil e no exterior e é hoje considerada uma das mais importantes companhias de dança da América Latina pela crítica especializada. Desde sua criação, já foi assistida por um público superior a 762 mil pessoas em 17 diferentes países, passando por aproximadamente 145 cidades em cerca de 1.000 apresentações e acumulando mais de 30 prêmios nacionais e internacionais. Além da Difusão e Circulação de Espetáculos, a SPCD tem mais duas vertentes de ação: os Programas Educativos e de Sensibilização de Plateia e Registro e Memória da Dança.


INÊS BOGÉA - Direção Artística e Executiva | Inês Bogéa é doutora em Artes (Unicamp, 2007), bailarina, documentarista, escritora, professora no curso de especialização Arte na Educação: Teoria e Prática da Universidade de São Paulo (USP) e autora do “Por Dentro da Dança” com a São Paulo Companhia de Dança na Rádio CBN. De 1989 a 2001, foi bailarina do Grupo Corpo (Belo Horizonte). Foi crítica de dança da Folha de S. Paulo de 2001 a 2007. É autora de diversos livros infantis e organizadora de vários livros. Na área de arte-educação foi consultora da Escola de Teatro e Dança Fafi (2003-2004) e consultora do Programa Fábricas de Cultura da Secretaria de Cultura do Estado (2007-2008). É autora de mais de setenta documentários sobre dança.

 

 

Faltando 5 minutos para iniciar a Live fui posicionado no palco do Teatro SESI exatamente onde no início da pandemia eu estava ajoelhado. Maktub. Deus já sabia.

Nesse ciclo encantador da vida. Tive o prazer de ser convidado a apresentar as Lives Terça no Teatro bem no meio da pandemia, logo depois de ter lançado um projeto pessoal no Instagram, que me abriu portas como essa, surpreendentes.

Ali, no palco, encontrei algo que nunca havia sentido em mim enquanto realizava um trabalho, a completude de fazer o que se ama. Era só olhar a mão finalizando a contagem regressiva para entrar AO VIVO que o meu corpo respondia numa mistura de gozo e desespero a toda aquela conexão surreal com pessoas do mundo todo. Logo no meu “Olá! Boa noite...” eu ouvia como se fosse no meu ponto eletrônico uma voz dizendo incansavelmente: “é isso menino,continue, seja corajoso, EU estou aqui”.

Confesso que hoje, sentado aqui no chão do quarto, revendo a live, a vontade é imensa de voltar lá no início e viver tudo de novo. Mas por outro lado, como tudo na minha vida, sinto que vivi e aproveitei o máximo de tudo. Isso engloba ouvir todas as críticas e ir amadurecendo a cada semana. Tem também as aulas de Expressão Corporal que me trouxeram uma segurança que havia perdido pelas andanças da vida.

Hoje, estendo aqui meu agradecimento a todas as pessoas que passaram na minha vida. Principalmente aos meus PROFESSORES, sem vocês eu jamais chegaria aonde cheguei, me lembrei de cada um quando pisei no palco. A minha família, eu não tenho palavras para dizer como é importante sentir o apoio de vocês. Aos amigos, poder ver nos olhos de vocês  a confiança em mim, me torna forte.

Dia 12 de dezembro de 2018 eu fui contratado como Publicitário do Teatro SESI GO, dia 15 de dezembro de 2020 eu me despeço de cima do palco. Nos bastidores ou como artista, o palco, definitivamente, é o meu eterno amor.

Viva a arte! Viva os sonhos! Viva a vida! Viva!

Nada é impossível! Absolutamente nada!
Gio Lasmar
@giolasmar


“Publicitário e comunicador nato. Ama arte, moda e blogar, idealmente tudo ao mesmo tempo !

 

 

Era dia 23 de dezembro e recebi pelo celular a notícia: “Voluntários vão passar noite de Natal online com quem está sozinho”. Cliquei sem pensar duas vezes e senti que era com aquelas pessoas que eu passaria meu Natal.

No apartamento havia somente eu e minha esposa, minha filha foi passar o Natal com os avós em Bambuí-MG. Logo eu, apaixonado pelas comemorações, iria passar em casa, longe de todo mundo, principalmente da minha família.

A primeira frase da notícia era “O Natal deve ser solidário, não solitário”. E é isso que fez o encontro especial na quinta-feira, dia 24 de dezembro, pela internet. Eu e minha esposa fomos voluntários, e também fui paciente, nos fizemos companhia para pessoas que estavam sozinhas, assim como nós, em casa.

A ideia era incrível, e necessária: espantar a solidão, a melancolia e a depressão de quem não teria condições de ficar com a família, neste Natal atípico provocado pela Covid-19. Na vídeo chamada, conheci Renata, a autora da ideia, que compartilhou em uma entrevista:

“Várias famílias vão se reunir online, não é? Então pensei em fazer o mesmo, só que, ao invés de me reunir com minha família, vou confraternizar numa grande roda de conversa com quem estiver sozinho neste Natal. Vamos doar nossa noite, nosso tempo, oferecendo companhia e uma boa conversa entre todos os participantes”, ela não sabia que, ao clicarmos botões, viraríamos família. Como mágica, trocamos ideias e experiências de quem já conversava uma vida toda.

Na noite, comi pizza e tomei vinho, entramos madrugada a dentro contando nossos sonhos, nossas queixas, nossas reflexões, encontramos pessoas que se doavam totalmente ao pais já  idosos, outras que perderam pessoas queridas, pessoas com filhos, sem filhos, de cabelos azuis ou longos. Gente, muita gente, que vibrava numa mesma sintonia, a do AMOR.

Ali, encontrei paz. Ali, encontrei o Cristo vivo. Não foi preciso me mover até Ele, Ele veio até mim pelo sorriso e pela história de tantas pessoas. Foi incrível. Mágico. Transcendeu. Foi um milagre, o milagre do amor.

Hoje temos um grupo, queremos nos ver todos os meses, pessoas de todos os Estados, de todos os sorrisos, de todas as cores, de todo coração. Pessoas que querem um mundo melhor, mais humano, mais colorido, vivo.

Começo o ano assim, cheio de esperança. Que venha 2021! Que venha a vacina! Que venha mais e mais Amor!

                                                    Giordânio Lasmar - @giolasmar
“Publicitário e comunicador nato. Ama arte, moda e blogar,
idealmente tudo ao mesmo tempo.

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