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Dom, Jul
ptenfres

Um pouco antes da pandemia, foi a primeira vez da Naya Lua, minha filha, foi ao circo.

Espoletou na arquibancada no início e depois sentou no meu colo, ficou atenta a tudo e batia palma são final de cada apresentação, até dormiu, bem relaxada de tanto que gostou do ambiente!

Foi lindo de ver o rostinho atento, o coração disparado, as palminhas, ela dançando ao som das
músicas.

A experiência valeu cada minuto, sou apaixonado com a arte circense e todo ano meus pais faziam questão de levar a gente toda vez que o circo passava na cidade.

Me senti o melhor pai do mundo com ela ali, mostrando desde cedo que o mundo é mágico, é lindo!
Não quero que tirem dela isso que meus pais não deixaram tirar de mim, a felicidade, a graça, a mágica de estar vivo e de achar o mundo fantástico, igual no circo! E é exatamente igual a como quero que inicie esse novo ano!

A Graça por estar vivo! A Mágica das cores, dos sons, do movimento, da arte! O poder transformador os olhares, dos sorrisos. A sabedoria pelos desafios. E os sonhos, jamais impossíveis.

Que venha 2022!
Feliz Ano Novo!

Gio Lasmar
@giolasmar

“Publicitário e comunicador nato. Ama arte,
moda e blogar, idealmente tudo ao mesmo tempo

 

Eu sempre tive uma forte conexão com a minha família, por um tempo acreditei ser impossível superar perdas tão próximas, que muito além de sangue, me sentia conectado pela alma.
Perdi meu avô João – paterno - primeiro, um grande homem. Das características que mais amava nele, o dom de contar histórias sempre foi inspirador, e guardei em mim a sua forma quase que impecável de prender nossos olhares em volta do fogão de lenha. Lembro que no meu último encontro com ele, senti sua ida. Ele segurou minha mão firme, e por alguns minutos me abençoou.
Amém Vô.


Anos depois perdi minha vó Geni – materna – no susto. Assim, como quem não espera aquele vento forte e gelado, e ele te corta no meio da rua trazendo uma tempestade. Foi assustador.
Um ano depois da morte da minha avó virei apresentador de lives, em meio ao caos pandêmico no Brasil, e resolvi fazer uma homenagem, a cada vez que subia no palco, a roupa que usava eram roupas dela, que havia trazido recentemente pra Goiânia, depois de olhar o guarda-roupa dela com minha família.

O blazer, na cor roxa, com ombreiras que eu particularmente amo e são a cara dela, pedi à minha mãe e minha tia, se eu poderia ficar, junto com algumas roupas dela. Sempre tivemos uma relação muito bonita, e compartilhamos de gostos muito parecidos também.
Sim, roupas femininas, mas isso é assunto pra outro post.
O sonho dos meus avós era ver algum dos netos famosos, "aparecer na televisão”, já que todos nós cantamos e somos muito ligados à arte desde novinhos.

Na noite do falecimento, eu estava em Goiânia e ela em Bambuí- MG, minha cidade natal, e mesmo com essa distância toda, eu pude sentir e ver (como uma visão mesmo) tudo que ela passou.
Quase na mesma hora em que ela faleceu, e antes da minha família me contar, eu havia dito pra Elora, minha esposa, isso. Foi a segunda experiência de morte de alguém da família e pude sentir esse lugar que, muitas vezes é triste para as pessoas, de uma maneira muito leve.
Todos nós, apesar de pegos de surpresa, pudemos dar um adeus, com um gostinho de "dever cumprido" porque amamos e demonstramos esse amor à minha avó, quando estava viva. Inclusive, eu tenho essa facilidade em dizer "te amo" e ligar sempre para minha família. Queria conseguir fazer isso com todo mundo.?


No meu primeiro dia como apresentador, abri a live com o blazer da minha avó. Minha família estava muito emocionada e meu avô até passou mal. Fiz questão de vestir esse blazer dela, porque eu sabia que, de alguma maneira, ela me faria brilhar e estaria orgulhosa de mim.
Eu não gosto de despedidas, morro de medo da morte, mas nessa linha tênue, teimo em dizer que somos eternos, já que muitos ensinamentos se perpetuam e nos fazem transitar pela eternidade.
Em memória do meu avô João Bonifácio e da minha avó Geni Lasmar.
“Se o vento te levou o tempo é sua morada
Não vou esquecer
Vou te celebrar”

 

 

Gio Lasmar
@giolasmar
“Publicitário e comunicador nato. Ama arte, moda e blogar, idealmente tudo ao mesmo tempo".

Quando se faz uso de uma máquina potente como o carro, o condutor projeta nele a sua ansiedade, sua agressividade, sua insegurança ou os seus excessos e faltas se tornando um só.’
Morrem 40.000 pessoas de acidente de trânsito por ano no Brasil.
A equipe do Jornal da Canastra convidou a psicóloga Lana Luisa Lasmar para falar à respeito da história da Psicologia do Trânsito !
Eis a entrevista

JCanastra - por favor fale-nos sobre o seu Currículo :
Lana Luisa Lasmar- Sou psicóloga pós-graduada no trânsito, mas também pós-graduada em psicologia da saúde e saúde mental. Capacitação em Saúde Pública e Pericia Judicial. Longa experiência em Psicologia empresarial na área de recursos humanos


JCanastra - Conte-nos um pouco sobre a História da Psicologia do Trânsito no Brasil e da importância dessa área da Psicologia.
Lana Luiza Lasmar - É uma área que investiga comportamentos humanos no trânsito (conscientes e inconscientes), o que os altera e o que os provoca através da avaliação psicológica e cognitiva que é realizada nas clínicas vinculadas ao DETRAN (Departamento de trânsito) em condutores e em futuros motoristas. Ela surgiu há quase um século. Na década de 30 se iniciou a utilização dos primeiros instrumentos de testagens psicológicas e cognitivas de seleção e orientação profissional dos futuros profissionais das ferrovias, dos bondes, dos veículos de cargas.


JCanastra Sua área de atuação se restringe somente em clínicas?
Lana: Não. O psicólogo do trânsito também desenvolve outras ações que promovam a segurança no trânsito. Através de projetos sociais vinculados a prefeituras, escolas (educação para o trânsito) e pesquisas. Tudo voltado para a prevenção e humanização do trânsito, ressaltando o papel fundamental da sociedade despertar para a importância do bom comportamento no trânsito.


JCanastra -Você foi secretária de saúde do nosso município (2005/2008), fez um ótimo trabalho de prevenção em saúde, com reconhecimento e premiação Estadual com o Projeto “Move-se Bambuí”, executado por fisioterapeutas e que por muitos anos se destacou. No trânsito é possível atuar preventivamente?
Lana: Sim. A Psicologia do Trânsito através da avaliação psicológica dos candidatos a CNH e dos condutores já habilitados (profissionais do trânsito), usando ferramentas especificas (testes psicológicos, testes cognitivos, entrevista psicológica) e outras considerações importantes como o histórico do condutor, consegue-se identificar as condições, o perfil e seus traços favoráveis ou não para essa função. No fechamento da avaliação é feito uma entrevista devolutiva,com ponderações, reflexões a respeito da escolha e das adversidades presentes no cotidiano do trânsito. Como também da importância de saber lidar com elas.


JCanastra A avaliação é uma etapa que gera tensão.?
Lana: A avaliação compulsória está presente na nossa vida em vários outros momentos: para um porte de arma, processos de adoção, concursos públicos, aviação, forças armadas e outros. É necessário avaliar características “fundamentais” para embasar uma escolha, uma tomada de decisão, aptidões específicas para uma função e também na direção de veículos automotores. É uma avaliação tranqüila que em muitos casos orientamos, direcionamos, ajudando o candidato naquilo que ele precisa para obter ou não (caso de inabilidade) o documento. Outro aspecto observado é que muitas vezes, é a primeira vez que o jovem tem um contato com um psicólogo e que se torna extremamente benéfico para as suas demandas momentâneas.


JCanastra Quanto ao trabalho do medico do transito?
Lana A medicina se juntou a Avaliação Psicológica nos anos 60. Passou a avaliar também as condições de saúde do condutor, saúde mental e outras condições como um todo. São dois exames de extrema importância, que se complementam na avaliação.
No momento, se questiona a eficácia do trabalho do médico e do psicólogo do trânsito nas clinicas credenciadas e até mesmo um aumento de credenciamentos. Como você vê essa questão?
Lana: Então, se aumenta o número de clínicas não significa que vai existir melhoras nos serviços ou ganhos para os usuários. Perde-se o meio de controle dos serviços prestados e os maus profissionais que já não cumprem as determinações (portarias e decretos), continuarão a não cumprir e podendo até piorar a qualidade dos serviços. Hoje o DETRAN não tem potencial humano/técnico para sair realizando fiscalizações pelos municípios do interior, mas tem um disque denuncia disponível para a população.


JCanastra E qual a sua sugestão?
Lana: Controle social é uma delas! Através de conselhos, órgãos colegiados, que funcionam com representantes do estado e municípios na área da saúde publicam pode se copiar parte do modelo e se adaptar as clinicam de transito. E só ter vontade política e não ficar desqualificando e sim aperfeiçoando. Atualmente, embora não aja a fiscalização em todos os municípios, se o DETRAN, através do controle de clinicas, recebe alguma denúncia através do telefone 181, imediatamente é feito uma verificação, podendo até ocorrer o descredenciamento da clínica ou do profissional e com isto reforça-se que está na mão do usuário de qualquer serviço ou sistema publico, lutar pela qualidade prestada à sociedade.
Não se tira nenhuma forma de intervenção, sem antes colocar outra melhor: como excluir o trabalho das clinicas na prevenção, sem antes substituir por um trabalho efetivo de educação e promoção da vida no trânsito, nas escolas, na educação da sociedade como um todo,finaliza Lana Lasmar .

 

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