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CTI Renato Archer desenvolve microtransformador que coleta energia do meio ambiente
Produto em desenvolvimento usa o processo de energy harvesting e poderá ser usado em sensores, marca-passos e aparelhos auditivos
por ASCOM -
CTI Renato Archer


Equipamento estará disponível para testes a partir de 2021


Um grupo de pesquisadores do Centro de Tecnologia da Informação (CTI) Renato Archer, unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), está desenvolvendo um microtransformador que, combinado a outros circuitos eletrônicos, permite a dispositivos como sensores, marca-passos e aparelhos auditivos, dispensarem o uso de baterias e serem alimentados com energia retirada diretamente do ambiente.

O microtransformador tem menos de 1 mm de altura e 4 mm de diâmetro e permite a elevação da tensão aos valores necessários para um aparelho eletrônico de 1 a 5 volts. A tecnologia usa o processo de energy harvesting ou coleta de energia. A ideia é usar a energia solar, térmica ou mecânica, por exemplo, para alimentar dispositivos isolados de dimensões reduzidas.

Um dos coordenadores do projeto, o tecnologista Antônio Telles, explica que, com o crescimento da Internet das Coisas e o uso de sensores cada vez menores, a demanda para essa tecnologia deve aumentar muito. Ele conta que a iniciativa nasceu de sua tese de doutorado.

“A minha tese de doutorado é sobre um circuito que trabalha com tensões muito baixas que seriam alimentadas por um termogerador. No CTI, conversando com colegas, houve uma sinergia porque já havia algumas técnicas de encapsulamento de circuitos integrados e módulos multichips que acabaram convergindo para a possibilidade de a gente construir pequenos componentes que seriam utilizados nos sistemas de coleta de energia”, revela.

O coordenador do Núcleo de Empacotamento Eletrônico (NEE) do CTI, Ricardo Cotrin Teixeira, detalha que a energia coletada do ambiente gera uma tensão insuficiente para o funcionamento de aparelhos eletrônicos. Daí vem a importância do microtransformador em desenvolvimento.

“O transformador pode usar várias fontes conforme o que estiver disponível. Há células solares, termopilhas, que são dois metais soldados que criam tensão a uma certa temperatura. Só que é uma tensão muito baixa e a gente precisa elevá-la para uma condição que seja utilizável. Aí é que entra o transformador”, diz.

O microtransformador está sendo desenvolvido pelo NEE e pelo Núcleo de Concepção de Sistemas de Hardware (NCSH) do CTI e está na fase de protótipo. A previsão é de que esteja disponível para testes no segundo semestre de 2021.

CTI

O CTI Renato Archer tem como focos de atuação a microeletrônica, componentes eletrônicos, sistemas, mostradores de informação, software, aplicações de TI, robótica, visão computacional, tecnologias de impressão 3D para indústria e medicina, e softwares de suporte à decisão. O centro possui integração com a academia e setor produtivo, de forma a estimular um ciclo de pesquisa e desenvolvimento diversificado, focado em prover soluções para o mercado.

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