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Harry e Meghan iniciam vida no Canadá; conheça as regras para imigrar

 

O príncipe Harry chegou ao Canadá nesta terça-feira (21) para começar uma nova fase de sua vida, longe dos deveres reais.

Ali ele se reuniu com sua mulher, Meghan, e o filho deles, Archie, de oito meses.

Assim como Harry, milhares de estrangeiros desembarcam todos os anos no Canadá em busca de um novo começo — entre eles, muitos brasileiros.

Pesa na decisão uma série de fatores, como qualidade de vida, segurança, saúde e educação gratuitas.

Isso sem falar numa política tradicionalmente favorável a imigrantes. Neste ano, por exemplo, o Canadá quer atrair cerca de 340 mil novos moradores.

 

O cenário contrasta com o de outros países, que vêm fechando as portas a estrangeiros, como Estados Unidos e Reino Unido.

O processo para fixar moradia por lá não é fácil, mas apresenta algumas vantagens em relação ao de outras nações.


Diferentemente de outros países, o Canadá não exige que o pedido de residência permanente seja atrelado a uma oferta de trabalho.

Harry e Meghan não têm visto de residência ou nacionalidade do Canadá — Meghan viveu lá quando foi protagonista da série Suits, mas nasceu nos EUA.

Ainda que a rainha Elizabeth 2ª exerça a função de chefe de Estado (o Canadá é uma monarquia constitucional), membros da família real britânica não têm cidadania automática do país.

Ou seja, se o casal quiser realmente morar no Canadá, terá de solicitar um visto de residência permanente, como exige a lei — Harry, como britânico, e Meghan, como americana, podem passar até seis meses no país como turistas. Brasileiros precisam de visto de turista para entrar no Canadá e também podem permanecer no país nessa condição por seis meses.

Segundo dados do governo canadense, a comunidade brasileira no país é estimada em 30 mil pessoas ─ e vem crescendo.

Em 2018 (últimos números disponíveis), o Canadá concedeu 3.950 vistos permanentes a brasileiros, um aumento de 88% ante 2017, de acordo com o Consulado-Geral do Canadá no Brasil.

Críticos dizem, no entanto, que o processo de imigração, apesar de mais convidativo, é extremamente burocrático. Há relatos de trabalhadores qualificados que não conseguem exercer a mesma função do que em seu país de origem, como médicos ou outros profissionais da saúde.

Uma reportagem da prestigiada revista americana Atlantic, publicada em 2018, diz que "ao redor do tapete de boas-vindas do Canadá, há uma cama de pregos".

"Se a imagem do país parece ser totalmente liberal, isso ocorre principalmente porque seus métodos de controle da imigração são simplesmente mais silenciosos, sutis e menos óbvios do que os americanos", diz o texto.
Como imigrar

Estudo ou trabalho?

Para quem quer se mudar para o Canadá, uma das opções é estudar no país. Para isso, é preciso um visto de estudante.

O Canadá é considerado um dos principais destinos no mundo para estudantes internacionais, oferecendo boas universidades, anuidades mais acessíveis e uma política de boas vindas a recém-chegados. A vantagem é que o país facilita a solicitação de residência permanente para estudantes internacionais após o término do estudo.

Outra alternativa, mais comum, é imigrar para trabalhar. Para quem não tem visto de trabalho, a partir de uma oferta de um empregador, precisa de um visto de residência permanente. O Canadá possui mais de 60 programas imigratórios para trabalhadores.

Diferentemente do Brasil, as Províncias (Estados) canadenses têm autonomia para determinar suas próprias regras de imigração. Já o governo federal estabelece alguns critérios como oferta de trabalho ou profissão por localidade, proficiência no idioma (inglês ou francês), faixa etária, experiência de trabalho e comprovação financeira.