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O nome do foguete, SLS, é uma sigla para Sistema de Lançamento Espacial (Space Launch System, em inglês). Ele é uma parte crucial do programa espacial Artemis, que tem como objetivo levar americanos de volta à Lua até 2024.

A parte que começou a ser testada é conhecida como "estágio principal", uma parte central do novo foguete que vai passar por muitos testes no Estado americano do Mississippi.

Nesta quarta-feira (08), o foguete começou a ser transportado. Ele foi levado para uma enorme barca que o levará, por água, até seu destino final.

O foguete, que será mais alto que um prédio de 30 andares, está sendo construído para a Nasa pela empresa Boeing.
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Um dos administradores da Nasa, Jim Morhard, compareceu ao transporte do estágio do foguete da fábrica, em Nova Orleans, até a barca.
Direito de imagem NASA / Danny Nowlin

Ele disse que o foguete é um "empolgante avanço do programa Artemis" e que as equipes envolvidas estão progredindo bem.

A construção do foguete, que foi anunciada em 2010, foi afetada por atrasados e estouros de orçamento.
Milhões de litros de combustível

Alguns críticos dentro da comunidade de exploração espacial acreditam que seria muito melhor lançar missões de exploração do espaço profundo em foguetes comerciais. Mas apoiadores do programa dizem que a Nasa precisa ter capacidade de impulso para lançamentos "pesados" por conta própria.

Depois de sair da fábrica, o estágio do foguete foi colocado na barca da Nasa chamada Pegasus e viajou em direção ao Centro Espacial Stennis, na baía de São Luís, no Mississippi.

A temporada de testes no centro Stennis é chamada de "Green Run" (corrida verde, em inglês) e vai envolver a operação simultânea de todos os estágios principais do foguete pela primeira vez.

O poderosos motores RS-25 do foguete serão acionados por oito minutos (ou talvez um pouco menos) e testados com diferentes configurações. Isso vai simular os níveis de impulso necessários durante um lançamento de verdade.

O estágio principal do SLS contém dois tanques de combustível — um para oxigênio líquido e outro para hidrogênio líquido. Juntos, eles têm capacidade para 2.7 milhões de litros de combustível para os motores.

Os propulsores do RS-25 são os mesmos do antigo sistema de transporte Orbiter, e o estágio principal do SLS é baseado no tanque externo que alimentava os motores do ônibus espaciais (com modificações consideráveis).

Além do estágio principal do foguete, dois propulsores SRB (Solid Rocket Boosters) vão funcionar em ambos os lados da parte central (veja a figura abaixo).

O foguete vai fornecer o impulso necessário para mandar a nave espacial Orion para a Lua. A Orion é a nave tripulada de próxima geração da Nasa que fará parte do programa Artemis.

O primeiro lançamento do foguete (Artemis-1) deve acontecer em 2021.
Direito de imagem NASA

"Acho que quando o SLS estiver em pleno funcionamento, não vai haver necessidade de outro veículo do tipo por muitos anos. Então, é realmente uma oportunidade que só acontece uma vez a cada geração", disse no ano passado John Shannon, chefe do programa SLS na Boeing desde 2015.

O estágio principal do SLS é a maior parte de foguete que já foi construída na fábrica de Louisiana. É maior, inclusive, que os estágio do foguete Saturno 5, que foram usados no programa Apollo.

"Esse é um momento histórico para o programa Artemis, da Nasa, e de orgulho para a equipe", disse Julie Bassler, gerente das estágios do SLS na Nasa.

Simultaneamente à construção do SLS, a Nasa e seus parceiros completaram a produção da nave espacial Orion para a missão Artemis. Atualmente ela está passando pelos últimos teste na Estação Plum Brook, em Ohio.

Para a missão Artemis-1, a Orion será enviada para fazer uma volta ao redor da Lua para testar suas condições físicas no espaço profundo. Nesse primeira viagem ela não leverá tripulantes.

A primeira missão com tripulantes será a Artemis-2, que deve levar astronautas para um voo lunar.

A Artemis-3, que está planejada para 2024, levará dois astronautas — um homem e uma mulher — para o polo sul da Lua. Será a primeira vez que astronautas pisarão na superfície do satélite natural da terra desde 1972.

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