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Também conhecida por Nossa Senhora da Medalha Milagrosa e Nossa Senhora Medianeira de Todas as Graças, Nossa Senhora das Graças é um dos títulos atribuídos a Virgem Maria pela Igreja Católica
A escolha desta data para comemorar o Dia de Nossa Senhora das Graças coincide com a aparição da santa para a noviça francesa Catarina de Labouré, dia 27 de novembro de 1830.
De acordo com o relato religioso, quando Nossa Senhora das Graças apareceu para Santa Catarina, pediu para que ela fizesse uma pequena medalha que representasse o episódio da sua aparição. Desta maneira, todas as pessoas usassem receberiam as suas graças.

Medalha Milagro sa salva combatente da FEB, de Bambuí: Sr José Chaves ou Juca Chaves
Apresentamos aos nossos leitores, uma comovente história de mais uma intercessão da Mãe de Deus, fato verídico ocorrido com o motorista cabo Chaves, ex-integrante da força Expedicionária Brasileira já falecido, em pleno campo de batalha , na Itália.
José Chaves ou “ Juca Chaves” como era mais conhecido em Bambuí/ MG, nasceu em 21/12/1920 . Era casado com a sra. Zilda Bruno Chaves. Sua história comprova uma vez mais a força da fé e a poderosa intercessão de Maria Santíssima.
Caso verídico e narrado pelo sr Juca Chaves .
“O trem de ferro chegou a estação ferroviária de Bambuí. Subi, coloquei a minha mala no bagageiro, e depois desci para despedir de meus familiares que estavam na plataforma.Quando o trem deu o 1º apito, dei um abraço geral em todos, em meio a muitas lágrimas. Eu não chorei naquela hora, fiquei durão. Quando o trem apitou a 2ª vez, minha mãe colocou me esta medalha dizendo: “Você vai usar esta medalha ( Nossa Senhora das Graças) sempre; apesar de você não rezar, mas vai usá-la sempre. Para que não a perca, vou prendê-la neste alfinete e quando for tomar banho, antes, coloque-a na outra roupa que for vestir”.
Logo que o trem partiu, bem próximo tem uma curva onde ele apita, porque tem uma travessia. Ali ,eu pensei: vou jogar esta medalha fora, a minha mãe não está vendo. O que vou fazer com isto? Desabotoei o alfinete tirei de onde ela tinha colocado, abri a vidraça da janela e quando estiquei o braço para jogar a medalha fora, parei no meio do gesto pensando:
-O que estou fazendo meu Deus, minha mãe pediu que eu usasse sempre esta medalha. Então a coloquei no mesmo lugar, onde estava.
Chegamos ao Rio de Janeiro. Do alto das favelas, o povo se concentrava para nos ver, todos sabiam para onde íamos, menos nós. Somente o comando sabia. Entramos no enorme navio que só no outro dia partiu. Perguntei:
-Gente, para onde vamos? Ninguém sabia. Conversava com um, com outro, ninguém sabia. Diziam: “Onde a cobra tiver que fumar, vai fumar mesmo”. Não sabíamos se íamos para a Europa ou para que lado esse navio saía. Quem sabe pensei :íamos ficar por aqui mesmo próximo ao Rio de Janeiro. Mas o navio foi dis- tanciando.O pessoal foi acostumando .Viajávamos a noite inteira, mas nunca que chegávamos. Enjoamos muito! Era intenso: o medo, o calor. Ficávamos lá embaixo: o navio tinha 3 andares. Tudo fazia com que todos nós enjoássemos.
Foram 14 dias de viagem. Passamos por vários países do Mediterrâneo e desembarcamos em Nápoles – Itália ; dali pegamos barcaças com destino a Livorno. De lá fomos de caminhões a Piza. Ficamos uns dias recebendo mais um pouco de instruções dos americanos. Eu era motorista da companhia: peguei um jipe novinho : tinha duas viaturas na companhia; a outra era dirigida por um soldado. Era eu quem comandava o trabalho,mas não era covarde. Poderia escalar o soldado para as missões mais perigosas, mas eu não fugia do perigo, não escolhia o serviço.
Subíamos ao front, escuta=ávamos as rajadas, de metralhadoras, tiros de canhões, morteiros ... A medalha continuava sempre aqui no bolso, eu não falava com ela não, mas estava sempre onde minha mãe tinha colocado.
Quando entramos diretamente em combate, na primeira oportunidade que encontramos com os alemães, o Batalhão fez a tática de receber o alemão,de aceitar a briga com eles e aí fomos aprendendo e desenvolvendo o serviço. Passados alguns dias já tinha me acostumado. Depois de uns 10 dias, toda a tropa já estava ambientada.
Assim foi passando, um perigo aqui, outro ali, já acostumado não estava mais com aquele medão inicial. Ambientado, sabia manjar a situação e como se defender. Cheguei a acionar o gatilho sim , várias vezes, não sei se tombou algum inimigo porque foi distante, não chegou a ser corpo a corpo.
Me lembro que um dia estávamos em comboio, os aviões dos alemães vieram nos perseguir e uma rajada quase me acerta. Estávamos numa estrada cheia de curvas, numa grota, as balas passaram bem próximas de mim furando o chão e jogando terra para cima.
Num determinado dia, o Capitão disse:
-Chaves pegue esta munição e leva para lá, apontando para um lugarejo próximo, (uns 4 ms).Vamos precisar dela lá. Eu sozinho carreguei o reboque e fiz a primeira viagem. Tinha minas, já retiradas pelo pelotão de caça minas, por toda a estrada. Eles iam à frente, passavam os aparelhos e detectavam e desarmavam, as minas, para a gente poder passar. Fiz duas viagens, debaixo de tiros cruzando a estrada, apesar de não me verem, pois já era noite, eles atiravam pelo barulho do jipe; quando preparava a terceira viagem, chegaram quatro companheiros meus que iam ao hospital. Eles precisavam conversar com o capitão que era uma pessoa muito boa: todos os soldados gostavam dele. Eu não esqueço o seu nome: Carlos Frederico Cotrim. Como já era noite e distante uns 4 kms , acabei levando-os. Primeiramente expliquei que a viagem era perigosa. Eles me ajudaram a carregar o reboque com as munições e como era a última viagem e não coube tudo no reboque, colocamos o restante das munições no jipe. Subiram e saímos.
Disse-lhes:
-Fiquem quietos, tem lugares aqui que são perigosos. Vou apertar mais o pé. Na viagem um deles falou:
- Agora nós vamos acabar com isso, os alemães estão indo embora.
Foi acabar de falar e ouvimos um estouro e um clarão. Lembro - me que subi segurando o volante e gritei: -Nossa Senhora! O volante arrebentou todo, a “Lour dinha” (metralhadora) que estava comigo desmanchou! Soube pois que o jipe passou por cima de cinco minas que explodiram-se abrindo uma enorme cratera na estrada. Os alemães perceberam o que eu estava fazendo e quando passava eles prepararam as minas . Na explosão eu cai há uns 50 metros e de bruços num lugar todo cheio de minas . No escuro esse negócio estourou, eu cai lá no mato. Um dos companheiros foi comigo, sujou todo de sangue morreu imediatamente. Todos os meus quatro companheiros: Felicio (de Santa Catarina), Elisio (Bahia) Assunção (de Minas Gerais) Marconi (de São Paulo) morreram no local. Quando eu cai, pensei que ia morrer. Nesta hora lembrei-me da medalha que minha mãe tinha posto em mim, e com os dois dedos peguei. Quem sabe esta medalha me levanta daqui, pensei. Imediatamente me levantei e virei para trás, para ir onde eu ia, não perdi o rumo não. Logo que fiquei de pé chegou um colega também motorista e telefonista, ele era de Ibiá/ MG, não me lembro do nome e me colocou na sua viatura, entre bobinas de fios telefônicos, me levou ao posto médico mais próximo uns dois kms. Meus companheiros ficaram mortos na escuridão. Somente no outro dia que o pelotão caçaminas detonou as minas e buscou os corpos um a um.
Estava deitado na maca já no posto médico, quando chegou o Padre Capelão, o reconheci porque vi uma cruz na lapela dele.Todos pensavam que eu ia morrer, estava surdo, não falava, mas não tinha perdido o sentido. Eu não sofri um só arranhão. Apenas fiquei surdo e sem fala um dia.
Nunca mais me separei da Medalha Milagrosa de N.Sra das Graças que trago comigo e me acompanhará até o fim de minha vida ”.

Medalha Milagrosa
Oração a Nossa Senhora das Graças

“Ó Imaculada Virgem Mãe de Deus e nossa Mãe, ao contemplar-vos de braços abertos derramando graças sobre os que vô-las pedem, cheios de confiança na vossa poderosa intercessão, inúmeras vezes manifestada pela Medalha Milagrosa, embora reconhecendo a nossa indignidade por causa de nossas inúmeras culpas, acercamo-nos de vossos pés para vos expor, durante esta oração, as nossas mais prementes necessidades (momento de silêncio e de pedir a graça desejada).
Concedei, pois, ó Nossa Senhora das Graças, este favor que confiantes vos solicitamos, para maior Glória de Deus, engrandecimento do vosso nome, e o bem de nossas almas. E para melhor servirmos ao vosso Divino Filho, inspirai-nos profundo ódio ao pecado e dai-nos coragem de nos afirmar sempre como verdadeiros cristãos. Amém”.


Pároco: Pe. Antônio Carlos Ferreira Couto
Rua José Mourão, s/n – Bairro Nossa Senhora das Graças - CEP: 38.900-000.Telefax: (37) 3431–1080 – Comunidades Urbanas: 05 – Comunidades Rurais: 05
Atendimento Escritório Paroquial: 2ª a 6ª feira: 07h00 às 11h00 e 12h30 às 17h00
Horário de Missas
Sábado: Matriz N.S.das Graças19h00
Domingo: Matriz N.S.das Graças: 09h30 e 19h00.

 

 

Festival de Dança de Bambuí